HISTÓRICO DO SETOR SIDERÚRGICO NO BRASIL


           Com o advento do uso industrial da máquina a vapor é que a partir de 1870, a siderurgia tornou-se uma das mais importantes atividades industriais e econômicas das nações civilizadas, destacando-se Inglaterra e Alemanha, com enorme série de inovações técnicas que foram decisivas no desenvolvimento da atual tecnologia siderúrgica.

       No Brasil, o marco histórico da atividade siderúrgica deu-se no ano de 1812 em Minas Gerais, porém seu desenvolvimento culminou, sem dúvida, no ano de 1946, com a corrida do ferro gusa no então único alto-forno da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) instalada em Volta Redonda (RJ). Já na década de 80 o Brasil possuía cerca de 10 parques siderúrgicos, estando em crescente desenvolvimento pelas inovações tecnológicas, simplificando e tornando mais eficiente os métodos de fabricação do ferro gusa e aço (Campus Filho, 1981).       

           Os principais países produtores de aço são a China, EUA, Japão, Alemanha, Rússia, Coréia do Sul e Brasil, com produção de 114,3; 97,7; 93,5; 44,0; 43,8; 39,9 e 25,8 milhões de t. Enquanto que os principais países exportadores de aço são: Rússia, Alemanha, Japão, Bélgica, Ucrânia, França, Coréia do Sul, Itália, Reino Unido e Brasil com exportação de 26,1; 23,7; 22,9; 16,5; 16,1; 14,9; 11,7; 10,7; 9,4 e 9,2 milhões de t (IISI & IBS, 1998 citado pela Informet, 2001).
              
               Neste contexto nota-se que Brasil não se enquadra entre os maiores produtores e exportadores de aço do mundo. Isto é explicado pelo baixo consumo per capita de aço bruto sendo que a Coréia do Sul, Japão, Itália e Alemanha apresentam consumo de 868; 685; 506; 465 kg de aço por habitante e o Brasil encontra-se em décimo lugar com apenas 99 kg de aço (IISI & IBS, 1998 citado pela Informet, 2001). Portanto observa-se que o Brasil apresenta grande potencial para alargar o consumo per capita de aço, acompanhado pela expansão do setor siderúrgico e consequentemente com maior geração de escória de siderurgia.


           Enquanto que na América Latina o Brasil é o maior produtor de aço detendo 50% da produção e em segundo lugar vem a Argentina com apenas 8% da produção.

           Apesar do Brasil não estar entre os cinco maiores produtores mundiais de aço, apresenta uma das maiores reservas mundiais de minério de ferro. Cabe mencionar que o Japão, paradoxalmente, não apresenta nenhuma reserva de minérios de ferro, porém detém um dos maiores índices de produtividade e eficiência do processo siderúrgico mundial.
As principais siderúrgicas a nível mundial é a Posco na Coréia do Sul e a Nippon Steel no Japão com produção de 25,6 e 25,1 milhões de t ano respectivamente. Enquanto que na América Latina maior complexo siderúrgico é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) com produção anual de 5 milhões de toneladas de aço bruto.